Uma adaptação que tenta agradar aos fãs do game e aos fãs do cinema ao mesmo tempo e acaba não agradando nenhum dos dois. Mas é tão ruim assim?
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quinta-feira, 29 de janeiro de 2026
Terror em Silent Hill: Regresso para o Inferno - Apenas um Fan Service?
segunda-feira, 19 de janeiro de 2026
After Life: Vocês vão ter que me engolir | Comédia com tom de melancolia
Estamos todos morrendo. Ser saudável é apenas uma forma de morrer mais devagar.
Acho que é meio inevitável que em algum momento da vida a gente pense sobre a morte, alguns vão negar sua existência até que ela visite o vizinho; outros vão abraçá-la como a única certeza da vida e há também aqueles que, diante dela, escolhem "sobreviver" do jeito que conseguem — com sarcasmo, silêncio e uma "honestidade" quase cruel, este é Tony.
Vamos falar sobre After Life.
Título: After Life
Temporada: 3
Formato: Série / 18 episódios
Ano: 2019
Dirigido por: Ricky Gervais
Duração: 25/31 minutos
País de Origem: Reino unido
Gênero: Humor negro
After Life é uma série criada e protagonizada por Ricky Gervais que acompanha Tony, um jornalista lidando com a morte da esposa e as consequências do luto em sua vida pessoal e social. A narrativa se desenvolve a partir de seu cotidiano após a perda, explorando as relações, os conflitos e o impacto emocional dessa ausência.
Falando sobre
Eu comecei a assistir After Life de maneira despretensiosa. A gente estava procurando uma série daquelas que se vê antes de dormir, sem a intenção de mergulhar em algo profundo, apenas com o desejo de finalizar o dia com uma gotinha de prazer cinéfilo, logo percebi que se essa era a intenção fizemos uma péssima escolha.
Tony é um personagem humano, mergulhado na dor e nas emoções mais sombrias que um ser humano pode experimentar. Mas, se pararmos para analisar alguns pontos de sua história, percebemos que a morte de Lisa foi apenas o estopim para uma crise existencial que ele já carregava.
Em um dado momento, nosso viúvo raivoso revela que, antes de encontrar sua esposa, era apenas alguém sem grandes ambições, vivendo uma vida medíocre e sem sentido. Levando isso em consideração, conseguimos compreender o tamanho do impacto da morte de Lisa: ela era quem dava sentido à vida dele. Ele não perdeu apenas a esposa, mas também parte de si mesmo — a melhor parte — e, com o luto, foi obrigado a olhar novamente para si.
Claro que isso era uma tarefa terrível para ele, assim como é para muitos de nós. E é aqui que a série cumpre um papel importantíssimo: espelhar nossas dores, fazendo com que nos reconheçamos neste homem tão amargo e irritadiço.
Na verdade, Tony amava o que Lisa despertava nele: a vontade de viver, a alegria, o entusiasmo. Isso não quer dizer que ele não a amava; significa, talvez, que ele era alguém que se amava pouco, e que grande parte da sua identidade e motivação vinha do que ela fazia florescer nele.
Quando Lisa morre, o que resta é a presença de poucos amigos, do cunhado e de alguns outros personagens que, de maneira quase cômica, insistem em cutucar a ferida de Tony — não por crueldade, mas por simplesmente continuarem existindo ao redor dele.
Julian, o entregador de jornais, foi um dos personagens que mais me chamou atenção. Ele compartilhava da mesma dor intensa que Tony sentia. Em um de seus últimos diálogos, Julian expressa, de forma profundamente emotiva, a sensação de que ninguém se importaria caso ele morresse. E quando sua morte acontece, com Tony envolvido nesse desfecho, a série escancara uma verdade fria e desconfortável: talvez ninguém ligasse mesmo.
Outro personagem tão marcante quanto irritante é Brian. O pobre homem foi abandonado pela esposa e não conseguiu superar a traição. De certa forma, cada personagem parece refletir uma camada das emoções de Tony; todos se espelham e se complementam, criando um universo onde a dor, a frustração e a busca por sentido se entrelaçam.
Até mesmo aquele que deveria trazer lucidez a toda trama, o tal do psiquiatra, era mais pirado que todo o elenco junto (esse foi um personagem do qual ri, mas por vergonha alheia), achei um máximo a construção dele, mas por que será que ele era tão maluco assim? Com certeza Freud explica rsrs.
No fim, After Life remexe com as sombras humanas, isso é fato. Ela mostra os malefícios de conteúdos reprimidos, o vazio que a gente tenta preencher com acúmulo, trabalho ou aprovação alheia, e a constante sensação de que precisamos agradar para ser aceitos. Mostra como é difícil encontrar um caminho na vida quando parece que não existe mapa ou receita, e como cada pequena perda, cada frustração, cada ferida, vai se acumulando até nos obrigar a olhar para dentro.
E é justamente aí que a série acerta em cheio: ela nos confronta com nossas próprias dores enquanto nos faz rir, chorar e refletir. Tony é a personificação desse caos humano, mas também nos lembra que, mesmo diante do vazio, da solidão e do desespero, ainda existem conexões, pequenas alegrias e momentos que valem a pena. After Life não oferece respostas fáceis; ela entrega algo muito mais raro: a certeza de que, mesmo quebrados, podemos continuar existindo — e, aos poucos, encontrar pedaços de nós mesmos que valem a pena serem resgatados.
No fim das contas, a série não é só sobre perder alguém que amamos. É sobre se perder, se encontrar e perceber que viver é, acima de tudo, se permitir sentir tudo — a dor, a raiva, a melancolia, mas também o riso, a leveza e o amor que ainda existe, escondido nos cantos mais improváveis da vida. E isso, meu amigo, é épico.
Assim é a vida humana.
terça-feira, 13 de janeiro de 2026
Good Boy: Isso não é apenas um filme de terror
Ano: 2025
Duração: 1h 13min
Gênero: Suspense/ Terror
Diretor: Ben Leonberg
Elenco: Shane Jensen, Arielle Friedman, Larry Fessenden
Sinopse: O Bom Menino acompanha Indy, um cachorro que se muda com seu dono para uma cabana isolada. À medida que em que o isolamento se intensifica, o ambiente se torna cada vez mais opressor, e Indy passa a sentir que algo está muito errado.
Falando sobre
Eu sou apaixonada por filmes de terror, então quando vi especulações sobre um filme onde um cachorro seria o protagonista, experimentei um misto de emoções: primeiro a empolgação, depois a surpresa por ver uma ideia pouco convencional sendo apresentada com tanta ousadia — eu diria até coragem. Afinal, o filme já começava a circular com o rótulo de “melhor filme do ano”, algo que naturalmente eleva as expectativas.
Porque para mim ali estava o maior risco do filme. No momento em que Indy deixasse de agir como cachorro e passasse a “pensar como gente”, tudo desmoronaria. O terror perderia força, a proposta cairia no artificial e o impacto emocional viraria manipulação barata.
Felizmente, O Bom Menino parece consciente desse perigo. A produção entendeu que o poder da história está no comportamento natural: Indy não compreende o que está acontecendo, não racionaliza a dor, não verbaliza o medo. Ele apenas sente — e reage. E isso, paradoxalmente, torna tudo muito mais angustiante.
Esse cuidado em não humanizar demais o protagonista canino é uma das escolhas mais inteligentes do filme. Em vez de explicar o horror, ele nos obriga a vivê-lo junto com Indy, sem tradução, sem conforto e sem atalhos emocionais.
Good Boy é um filme bem construído, isso é inegável. Apostar na simplicidade foi um dos seus maiores acertos. Não há excessos visuais, explicações desnecessárias ou tentativas de impressionar pelo choque. Tudo é contido, pensado para funcionar dentro de um espaço limitado e de uma proposta muito clara.
E é justamente aí que mora a complexidade do filme. Porque transformar essa simplicidade em algo emocionalmente tão intenso não é fácil. Estamos falando de um terror que depende quase exclusivamente de reações imediatas, de gestos, sons, silêncios e comportamentos sutis diante de eventos profundamente perturbadores. Não há diálogos que conduzam o espectador pela mão; o impacto vem da observação.
Imaginar o processo de gravação ajuda a dimensionar esse mérito. Captar emoções tão cruas sem recorrer à humanização excessiva do cachorro exige paciência, sensibilidade e um controle enorme de linguagem cinematográfica. Cada reação de Indy carrega peso porque parece genuína, instintiva, nunca encenada no sentido tradicional.
Essa escolha não apenas fortalece o terror, como também sustenta o drama. O filme entende que o medo não precisa ser barulhento para ser eficaz — às vezes, ele se manifesta no simples ato de observar algo terrível acontecer sem conseguir fazer absolutamente nada a respeito.
Mas isso não é mérito apenas de um bom roteiro ou de uma produção bem pensada. A atuação do doguinho faz, sim, toda a diferença.
Indy não está ali apenas como um recurso narrativo curioso ou um “truque emocional”. Ele sustenta o filme. Grande parte do impacto vem da forma como suas reações são captadas: o olhar atento, o corpo em alerta, a hesitação antes de se aproximar, o instinto falando mais alto que qualquer explicação racional.
E o mais interessante é que essa atuação funciona justamente porque não parece atuação no sentido clássico. Não há comandos visíveis, não há exagero, não há tentativa de transformar o cachorro em um humano disfarçado. O que vemos são respostas orgânicas a estímulos reais — medo, estranhamento, curiosidade, proteção.
Isso cria uma conexão imediata com o espectador. A gente acredita em Indy porque ele reage como um cachorro reagiria. E, paradoxalmente, isso torna o terror mais eficaz do que se tudo fosse cuidadosamente encenado. O desconforto nasce da autenticidade.
Em muitos momentos, é Indy quem conduz o ritmo das cenas. O filme observa, espera, acompanha. Confia que o simples ato de estar atento ao comportamento dele já é suficiente para construir tensão. E quase sempre é.
No fim das contas, Good Boy funciona tão bem porque entende que sua maior força não está em grandes viradas de roteiro, mas na soma de escolhas pequenas — e Indy é, sem dúvida, a mais importante delas.
Mesmo com tantos acertos, Good Boy não passou ileso pelas críticas. As avaliações baixas e a recepção morna de parte do público deixaram evidente uma insatisfação que, sinceramente, diz mais sobre quem assiste do que sobre o filme em si.
Lendo e ouvindo alguns comentários, a sensação foi clara: muita gente simplesmente não entendeu nada. E aí fica a pergunta inevitável — quais são os critérios que essa galera usa para decidir se um filme é bom ou não? Em que momento nossa capacidade interpretativa caiu tanto a ponto de confundir silêncio com tédio e sutileza com falta de conteúdo?
Não sei responder. Só sei que, desde que a internet abriu espaço para qualquer pessoa defender suas ideias sem o menor filtro crítico, a inteligência coletiva parece ter batido em retirada.
Ouvi críticas dizendo que o filme é “chato”, “pouco inovador”, “parado demais”. E confesso que fiquei genuinamente confusa. Como assim? Um terror que aposta na perspectiva de um cachorro, constrói tensão sem apelar para fórmulas gastas e transforma a doença, o isolamento e o luto em horror psicológico… pouco inovador?
No fim das contas, o que parece incomodar não é a qualidade do filme, mas o fato de ele exigir algo do espectador: atenção, sensibilidade e disposição para sentir desconforto sem recompensa imediata.
Ainda assim, foi satisfatório ver que, ao menos em algum ponto, Good Boy recebeu o reconhecimento que merece. A premiação de Indy como melhor atuação não é apenas simbólica — é a confirmação de que o filme acertou exatamente onde muitos se recusaram a olhar. Porque quando até um cachorro entrega uma performance mais honesta e impactante do que muito protagonista humano por aí, talvez o problema nunca tenha sido o filme.
No fim, pra mim, fica evidente que Good Boy entregou mais do que prometeu — e isso é um fato. O filme poderia ter se apoiado apenas no impacto da ideia inusitada, mas escolheu ir além, construindo um terror sensível, incômodo e emocionalmente honesto.
Não é um filme feito para agradar todo mundo, e talvez esse seja justamente o seu maior mérito. Good Boy exige atenção, interpretação e, principalmente, disposição para sentir. Ele não explica, não consola e não subestima o espectador. Entrega uma experiência que permanece depois que os créditos sobem.
Pode não ser unânime, pode dividir opiniões, mas dificilmente passa despercebido. E, para um gênero tão saturado de fórmulas repetidas, isso já é uma grande vitória.
Se você procura um terror que desafia, provoca e permanece — Good Boy cumpre o que promete. E, no meu caso, foi além.
Curiosidades
sexta-feira, 9 de janeiro de 2026
Nana: Entre cigarros, sonhos e péssimas escolhas
Eu não quero depender de ninguém… mas também não quero ficar sozinha.
— Nana Osaki
Ano: 2006
Episódios: 47
Gênero: Josei/ Slice of Life
Falando sobre
Desconfiem quando uma psicóloga te indicar um anime, hehehe… ela provavelmente sabe muito bem o que você precisa assistir. E foi assim que eu finalmente encarei Nana. Já fazia tempo que ele estava na minha lista, mas depois de uma indicação empolgada de um psi no Instagram, resolvi viver a experiência.
Todo início de ano eu procuro algo que dê uma boa sacudida nas minhas estruturas, e esse anime foi um tiro certeiro. Nana traz uma narrativa envolvente e, logo nos primeiros episódios, nos leva de volta no tempo — e digo isso já com um pezinho nos 36, rs. Duas jovens cheias de sonhos, expectativas e aquela sensação deliciosa de que a vida está só começando, partindo para Tóquio em busca de um novo rumo. O famoso “agora vai”.
No começo, tudo parece promissor. Mas conforme a trama avança e a gente passa a conhecer melhor as duas Nanas, a história ganha camadas muito mais profundas. Preciso confessar que fiquei impressionada com a intensidade emocional desse anime. Os acontecimentos vão se acumulando de um jeito tão real que é impossível não sentir um certo desconforto — aquele incômodo de quem se reconhece demais.
A Nana Osaki é uma cantora incrível, intensa, dona de uma personalidade forte, daquelas que deixam rastro por onde passa. Já a Nana Komatsu, a Hachi, é delicada, sonhadora, romântica, quase uma princesinha criada à base de contos de fadas. Dizem que os opostos se atraem, né? Pois é… e aqui isso fica bem claro. Mas o que mais chama atenção é perceber que, por trás dessas diferenças, ambas carregam dores emocionais mal resolvidas. Em momentos diferentes da vida, a gente transita entre essas duas versões — e talvez seja isso que torne Nana tão difícil de assistir.
E não são só as protagonistas que brilham. Os personagens ao redor também são cheios de falhas, contradições e escolhas questionáveis. Tem aqueles que despertam empatia, outros que irritam profundamente, e alguns que fazem a gente pensar: “meu Deus, eu já conheci alguém exatamente assim”. Ninguém ali é totalmente vilão ou totalmente vítima. Cada personagem carrega seus próprios vazios, inseguranças e limites emocionais — e isso deixa tudo ainda mais humano.
A fotografia do anime acompanha muito bem esse clima. Tóquio não é retratada como um conto de fadas o tempo todo. Ela aparece viva, corrida, às vezes solitária, quase indiferente, refletindo perfeitamente o momento de vida daqueles personagens. Já a trilha sonora é um capítulo à parte. A música não está ali só como pano de fundo: ela faz parte da identidade da história. Principalmente no universo da Nana Osaki, a música funciona como expressão, fuga, força e sobrevivência.
Outro ponto que costuma dividir opiniões é o fato de Nana não ter um final fechado. Isso frustra, incomoda e deixa aquela sensação de vazio. Mas, sendo bem sincera, também faz sentido. A vida nem sempre entrega respostas, nem sempre encerra ciclos de forma organizada. Algumas histórias simplesmente continuam — e ficam ecoando dentro da gente. Nana é exatamente assim.
No fim das contas, vale muito a pena assistir Nana porque ele não tenta agradar. Ele não romantiza dores emocionais, não entrega soluções fáceis e não passa a mão na cabeça de ninguém. É um anime que provoca, incomoda, emociona e faz refletir. Não é leve, não é confortável, mas é profundamente marcante. Daqueles que a gente termina de assistir… e continua pensando por muito tempo depois.
Curiosidades
Nana, criado por Ai Yazawa, não ficou só no mangá, apesar de ser a obra original, mais profunda e emocional, e ainda inacabada. O anime (2006–2007) adaptou boa parte da história em 47 episódios, com ótima trilha sonora, mas também sem final fechado. A obra ainda ganhou dois filmes live-action (2005 e 2006) e álbuns das bandas BLAST e Trapnest, tornando a música parte essencial da experiência. Mesmo sem conclusão, Nana continua viva por tocar algo muito humano.
E você já viu Nana?terça-feira, 5 de novembro de 2024
Coringa: Delírios a dois é bom sim e eu vou provar o por quê
Ai que saudade do ceis.
Eu voltei agora para ficar, porque aqui, aqui é meu lugar!
Sim voltei e vou chegar chegando com uma bomba nas mãos, quero trocar uma ideia com você a respeito do mais falado, mais esperado e mais odiado filme, Coringa: Delírios a dois.
Ano: 2024
Duração: 138 min
Gênero: Suspense/ Musical
Diretor: Todd Phillips
Elenco: Joaquin Phoenix, Lady Gaga, Brendan Gleeson, Catherine Keener, Steve Coogan, Harry Lawtey, Zazie Beetz
Sinopse: Arthur Fleck, o Coringa, encontra em Harleen Quinzel, a Arlequina, uma parceira em seus delírios e visões anárquicas. Ela, uma psiquiatra fascinada pelo caos de Arthur, abandona a lógica para seguir o rastro de loucura e liberdade que ele representa. Em meio ao caos de Gotham, o casal vive uma relação intensa e destrutiva, marcada por amor, riso e terror. Juntos, desafiam as normas sociais, transformando a cidade em palco para sua visão distorcida de mundo.
Sobre o filme
Coringa: Delírios a dois
Se no primeiro filme a gente começa a conhecer a história de Arthur Fleck e o que o levou a se tornar o "Coringa", no segundo filme vamos desfrutar do contrário, o que o Coringa tem de Arthur Fleck.
quinta-feira, 18 de janeiro de 2024
Twisted Metal | Carros, Tiros e...Comédia?
Twisted Metal é mais uma adaptação dos vídeo games que chega em formato de série pós-apocalíptica mas dessa vez com uma proposta um pouco diferente. Será que eles acertaram assim como aconteceu com The Last of Us ?
Ao contrario de The Last of Us, o jogo Twisted Metal não tem um enredo muito elaborado e definido, o que deu um espaço enorme para os criadores adaptarem como achassem melhor .
O Jogo
Como disse, o jogo não tem uma história definida, o primeiro jogo saiu em 1995 e basicamente a gente entende que existe um torneio onde pilotos entram em combate em seus carros até a morte, onde o vencedor pode pedir qualquer desejo a um homem chamado Calypso, criador do torneio. E é isso ! Mas apesar da história rasa, Twisted Metal se tornou um game de sucesso do seu gênero, porque ninguém estava nem ai pra história, só queria escolher seu carro e sair explodindo quem estivesse na frente.
Mas agora como fazer uma série de um jogo onde o foco é apenas uma arena cheia de carros se explodindo? Ai que precisou entrar a criatividade.
A Série
Não dava pra uma série com 10 episódios, passar os 10 episódios em uma arena com carros se atirando sem explicação nenhuma, então obviamente a ideia foi colocar uma história para explicar e apresentar os personagens.
O Mundo está devastado e algumas cidades se fecharam completamente e uma pequena parte da população vive dentro dessas cidades tendo uma vida boa enquanto todo o restante vive fora com uma vida miserável, e o lado de fora é assustador, todo tipo de criminoso fazendo as piores atrocidades para sobreviver. John Doe (Anthony Mackie) é uma dessas pessoas que vive fora mas ele sobrevive trabalhando como ''leiteiro'', uma espécie de entregador que a bordo de seu amado carro faz alguns serviços levando mercadorias geralmente de uma cidade para outra, e enfrentando todo tipo de situação perigosa no meio do caminho. Em uma dessas situações ele conhece Quiet (Stephanie Beatriz) que depois de alguns episódios se torna sua companheira de viagem. A dupla vai percorrendo o país e no percurso vão conhecendo outros personagens que também são grandes pilotos entre eles Sweet Tooth (o palhaço psicopata) personagem icônico presente em todos os jogos da franquia.
Eu acredito que quem não jogou Twisted Metal essa questão dos pilotos serem apresentados no decorrer da história acaba passando batido, pelo menos em questão de nostalgia e achar bacana ver tal piloto que você lembra do jogo. porém era necessário ir apresentando os personagens independente das pessoas conhecerem ou não, afinal de contas toda série é assim. Mas também vi jogadores se incomodarem pela série não ter muitos carros e combates e focar mais nas pessoas. Concordo e Discordo.
Sim a série foca mais na história do personagem principal e em apresentar um pouco os outros, mas se não tivesse isso a série seria o que? Um reality de Carros de Combate? Portanto eu achei necessária sim essa construção da história que já não existe nos jogos, fora a questão de trazer uma realidade para a série, no jogo você tem todo tipo de armas, mísseis, quase que infinito, e não dá pra ser assim na série, um míssil ou uma arma diferente é raro, e para quem estava reclamando, o ultimo episódio (Calma que isso não é spoiler) trás essa questão do combate entre vários carros para alegrar os fãs. E...(Agora é Spoiler, se não quiser saber pule para as considerações finais)...
...depois de John Doe completar sua missão e ser colocado como um dos pilotos aptos para combate, é mostrado que Calypso tem intenção de promover o tal Torneio numa possível segunda temporada.
Considerações Finais
No geral eu gostei da série daria uma nota 7.5, trouxe ação, construiu uma história bacana para os personagens, é uma série divertida e eu como fã do jogo a questão de focar mais nas pessoas do que nos combates de carros não me incomodou muito, o que me incomodou um pouco foi a forma como eles interagem. Quando penso em Twisted Metal eu penso em algo bruto, Tiro, Porrada e Bomba! A série tem isso? Até tem, mas também tem muita comédia, o protagonista está sempre fazendo piadinhas , tentando ser engraçado, até mesmo o Sweet Tooth também tem seus momentos de comédia. Não é aquela coméééédia pra você rir, é uma zoeira ali pra deixar aquele ar cômico, eu não achei ruim só acho que poderia ter um pouco menos. Ah, e a relação entre John e Quiet um mix de amor e ódio acaba sendo um pouco forçado para gerar aquele drama.
Bom, se você quiser ver uma série com drama, ação, explosão, tiros, mortes, um palhaço maluco e tudo isso incrivelmente ainda ter uma leveza cômica, Twisted Metal é a pedida, vai te divertir.
sábado, 18 de novembro de 2023
Relembrando: De volta para o futuro
Ano: 1985
Gênero: Ficção científica/Aventura
Duração: 1h56m
País: EUA
Elenco: Michael J. Fox/ Christopher Lloyd/ Thomas F. Wilson







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